Sindsefaz-BA: Mais um dia de luta pela democracia

Mais uma vez os trabalhadores brasileiros responderam à convocação do movimento. Mais uma vez os trabalhadores brasileiros responderam à convocação do movimento sindical e realizaram um dia de luta, na sexta (30), pela democracia e contra as reformas de Michel Temer, que retiram direitos e comprometem o futuro do povo brasileiro. Não teve a força da Greve Geral de 28 de abril, mas serviu para mostrar a crescente insatisfação com  a situação do país.

É preciso entender que uma mobilização como essa não conta com a simpatia do capital e da mídia. Diferente dos movimentos que pediam o impeachment de Dilma, em 2015 e 2016, que contavam com amplo financiamento empresarial e com chamadas em rádios e TVs, anúncios pagos no facebook, matérias simpáticas em jornais e telejornais e flashes ao vivo em plena programação dominical da Globo, a greve geral dos trabalhadores é sumariamente ignorada pela imprensa e quando aparece, ganha uma cobertura negativa.

Por isso, é preciso compreender o caráter destes movimentos e para o que servem, como acumulação de forças, momentos de mobilização do povo para mostrar aos donos do dinheiro e do poder que os trabalhadores não aceitam suas imposições e seu massacre. Onde não houve greve, houve paralisação, atos de protesto, reuniões e debates. Foi um dia de luta.  

“O saldo da jornada é positivo e amplia a resistência às reformas. Onde houve chamamento pelas direções, as bases responderam”, avalia Adílson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). A CTB apurou fortes paralisações no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e em Salvador. “Brasília também amanheceu parada, porque o transporte aderiu”, informa o dirigente, que ainda contabiliza protestos em agências e centros bancários de São Paulo e outras cidades grandes.

Bahia

Na Bahia, os bancos e os rodoviários pararam, assim como todas as repartições da Secretaria da Fazenda e outros órgãos do serviço público. Uma grande passeata, à tarde, no Centro de Salvador, marcou o êxito do movimento, que tende a crescer cada vez mais para barrar as mudanças na legislação trabalhista e na Previdência, bem como exigir eleições diretas, já!

Reforma Trabalhista

Importante lembrar que, mesmo enlameado com denúncias que surgem a cada dia, o presidente Michel Temer, ilegítimo e usurpador, tem seguido com suas reformas. Nesta terça (04), sob pressão da Febraban (Federação dos Bancos) e da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o plenário do Senado pode votar a reforma trabalhista.

Uma última pressão é necessária sobre os senadores, para que rejeitem a proposta, que chegou a ser derrotada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa. Bom lembrar que o texto passou sem muita folga (14 a 11) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e obteve menos votos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do que o governo esperava (16 a 09, com uma abstenção e uma ausência de 2 votos considerados contrários).

Estes números são importantes porque na CAE e na CCJ são normalmente escalados os senadores mais fiéis, seja do governo ou oposição. Como a base de Temer tem ampla maioria no Senado, percebe-se que há uma chance de derrotar a proposta no plenário, vez que nas comissões o governo perdeu em uma e nas duas que aprovou obteve menos votos do que o número de membros dos partidos de sua base. Sinal de que a matéria tem resistência na bancada governista.

Fonte: Sindsefaz - BA

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