O ex-senador Gim Argello, condenado a 19 anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro, era um dos beneficiários do esquema

O ex-senador Gim Argello, condenado a 19 anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro, era um dos beneficiários do esquema de favorecimento dentro da Caixa Econômica Federal, oferecido por Fábio Cleto, ex-vice-presidente do banco público. Mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) e obtidas com exclusividade pelo Correio mostram o interesse de Gim em casas lotéricas da instituição financeira. O relatório da Operação Catilinárias indica ainda que Cleto era procurado para intermediar negociações que não tinham ligação com a sua atuação no banco.

 

 

Em mensagens trocadas em maio de 2012, Milton Lyra, apontado pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF) como lobista ligado ao PMDB, pergunta a Cleto quem o ex-senador Gim Argello poderia procurar para tratar sobre a transferência de lotéricas. O ex-vice presidente da Caixa se dispõe a resolver o problema e envia uma mensagem a Lyra afirmando que já havia combinado um encontro com Gim.

 

Em outubro do ano passado, o juiz Sérgio Moro condenou Gim a 19 anos em regime fechado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação da Operação Lava-Jato. Lyra ainda procurou Cleto para saber se a Caixa teria interesse em fazer cartões de crédito para a BR Distribuidora. O relatório da PF ainda indica que o lobista Fernando Baiano também estaria envolvido na negociação.

 

 

O celular de Cleto foi apreendido em Brasília, durante busca e apreensão em um hotel luxuoso na capital federal, onde ele moravo. O aparelho, um Blackberry, assim como o do ex-deputado Eduardo Cunha, foi levado em 15 de dezembro de 2015, durante as investigações da Operação Catilinárias. Todas as mensagens estão em posse dos investigadores e podem servir de base para outras fases da Operação Cui Bono.

 

Ajuda a Eike

Conforme o Correio revelou na semana passada, Cleto e Eduardo Cunha também atuaram para liberar recursos para empresas de Eike Batista. Na ocasião, o ex-presidente da Câmara cobrou do ex-vice presidente da Caixa informações sobre uma operação no FI-FGTS que interessaria ao empresário. “E Eike?”, perguntou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, que está preso em Curitiba (PR). “Eike tudo bem, abordado o tema do FI”, respondeu Cleto. Além dessas mensagens, Cleto fez vários contatos com o então diretor de relações institucionais do grupo EBX, Amaury Pires, empregado de Eike.

 
 

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