Enquanto os deputados distritais não chegam ao consenso sobre a configuração das dez comissões

Enquanto os deputados distritais não chegam ao consenso sobre a configuração das dez comissões permanentes da Câmara Legislativa, a pauta da Casa segue travada. Até o momento, 70 projetos, protocolados neste ano, acumulam-se nas gavetas da Mesa Diretora — na prática, as propostas só podem ser levadas a plenário após as análises dos colegiados sobre as questões legais, sociais e econômicas.

A eleição das comissões, adiada na última terça-feira, não tem data para ocorrer. A expectativa de alguns parlamentares é de que o pleito seja realizado nesta semana. Outros, porém, estimam que a delonga estenda-se até o fim do carnaval. Pelo regimento, a votação pode acontecer apenas após a publicação dos blocos parlamentares, responsáveis pela indicação dos integrantes dos colegiados, de acordo com a proporcionalidade, no Diário da Câmara Legislativa. 
 
Apesar da não-oficialização, dois grupos classificam-se como estruturados: Sustentabilidade e Trabalho (PDT e Rede) e União por Brasília. Assim, resta apenas a definição da estratégia dos sete deputados da oposição ao Palácio do Buriti. Eles buscam acordos pela liderança dos colegiados, porque, pelo coeficiente matemático, só teriam direito a uma vaga em cada comissão e, dificilmente, elegeriam as presidências. 
 
Articulação 
Nos bastidores, o presidente da Câmara, Joe Valle (PDT), é um dos principais articuladores pela equidade. O pedetista espera convencer Reginaldo Veras (PDT) a desistir da liderança da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a concedê-la a Rafael Prudente (PMDB). Valle ainda tentou, conforme acordado na época da eleição da Mesa Diretora, entregar a presidência da Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) a Cristiano Araújo (PSD). 
 
No meio tempo, apenas projetos em segundo turno e vetos do governador devem ser apreciados pelo colegiado e o coro dos insatisfeitos com o cenário tende a aumentar. O líder do bloco União por Brasília, Israel Batista (PV), vai se reunir com o presidente do Legislativo local às 9h de hoje, para reforçar o pedido de celeridade na convocação do pleito. O parlamentar do PV já enviou três ofícios à presidência e leu, em plenário, as indicações do grupo.  “Solicitaremos, novamente, que ele estabeleça um limite de tempo para a formação dos blocos. Houve prazo suficiente para as articulações e os debates, mesmo porque todos os deputados sabiam que a eleição ocorreria no início do ano. O resultado da delonga é a paralisação da cidade e do poder legislativo”, aponta. 

 

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